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Pesquisa aponta desafios do home office para CLTs e freelancers

19 de novembro 3 min. de leitura

Habilidades mais citadas por trabalhadores e o impacto da ferramenta de comunicação interna nas empresas

Entenda como uma ferramenta de comunicação interna pode apoiar a organização, distribuição de tarefas e estratégias dentro das empresas, segundo dados levantados em pesquisa recente.

A necessidade de organização e melhor distribuição de tarefas foi destacada pelos entrevistados, e isso reforça como uma ferramenta de comunicação interna pode ser essencial para alinhar informações e facilitar o dia a dia das equipes. Após a pandemia, essas demandas ficaram ainda mais evidentes e passaram a exigir mais adaptação e clareza na comunicação corporativa.

A pandemia impactou diversos setores da economia e mudanças nas relações de trabalho foram aceleradas. O home office, principal responsável por essas transformações, trouxe também a necessidade de adaptação constante dos profissionais. Assim, novas habilidades passaram a ser exigidas para garantir a execução de um trabalho de qualidade.

Além disso, a melhoria na comunicação interna tornou-se indispensável para manter equipes alinhadas, principalmente em ambientes híbridos ou remotos.

A pesquisa desenvolvida pela Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas, entre abril e maio deste ano. A participação incluiu celetistas, freelancers, empreendedores e lideranças de pequenas e médias empresas.
A partir desses perfis, observou-se que organização, autonomia e boa comunicação interna continuam sendo fatores determinantes para a produtividade.

Como as habilidades profissionais evoluíram e por que uma ferramenta de comunicação interna se tornou essencial

Os dados recentes mostram que organização, distribuição de tarefas e comunicação clara passaram a ser pontos críticos para os trabalhadores após a pandemia. Nesse contexto, o uso de uma ferramenta de comunicação interna torna-se fundamental, pois apoia a rotina, melhora o alinhamento entre áreas e facilita a adaptação a novos modelos de trabalho.

Para os trabalhadores de carteira assinada, 27,9% apontaram a melhor organização e distribuição das tarefas como as capacidades mais necessárias neste momento. Além disso, 20,5% relataram a facilidade de adaptação e a resiliência como habilidades essenciais para a execução do trabalho.
Ainda segundo o levantamento, 15,6% destacam o desenvolvimento do senso de prioridade, enquanto outros 15,6% mencionam a necessidade de maior autonomia.

Essas habilidades estão diretamente relacionadas à clareza de comunicação e ao alinhamento interno — pontos que podem ser fortalecidos com processos mais organizados e com o apoio de ferramentas que centralizam informações.

A avaliação do home office também apresentou diferenças relevantes. Entre os freelancers, 77% classificaram a experiência como ótima ou boa, enquanto entre os profissionais CLT esse número cai para 58%.

Essa diferença reforça a importância de processos mais claros, fluxos definidos e ferramentas que reduzam ruídos internos.

Para Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, as habilidades apontadas pelos profissionais CLT já fazem parte do cotidiano dos freelancers.

Segundo ele, o home office exige uma mudança de mentalidade dos trabalhadores com carteira assinada. Para esse grupo, a adaptação está mais voltada à reorganização das tarefas. É necessário aprender a lidar com a liberdade fora do ambiente corporativo — o que demanda mais responsabilidade e autonomia.
Esses pontos, de acordo com o especialista, já fazem parte da rotina dos freelancers, que demonstraram maior facilidade de adaptação durante o isolamento social.

O home office forçado e os desafios do novo cenário

Schwebel reforça que o momento atual não representa o home office normal, já que foi um modelo implementado de forma forçada e não planejada.

Ele explica que tanto profissionais independentes quanto aqueles com carteira assinada precisaram se adaptar não apenas a uma nova rotina de trabalho, mas também a um contexto doméstico mais complexo — com filhos em casa e outras demandas simultâneas — fatores que limitaram a verdadeira flexibilidade do trabalho remoto.

A necessidade de melhorar comunicação e processos

Para ele, nesse novo cenário, todos os profissionais precisam avaliar se estão se comunicando bem, ajustar seus processos e buscar se desenvolver de maneira proativa. A proatividade, inclusive, é apontada como peça-chave para o desenvolvimento profissional.

Entre os freelancers, isso é ainda mais evidente: 88,8% afirmam ver o trabalho independente como oportunidade de direcionar a carreira, já que seus resultados dependem exclusivamente do próprio desempenho.

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